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Solidariedade: veja exemplos de ação da Igreja no Brasil em favor dos pobres

 
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Dia Mundial dos Pobres será celebrado neste domingo

Denise Claro
Da redação

Neste domingo, 19, a Igreja celebra o Dia Mundial dos Pobres. A data é vivida pela primeira vez e foi instituída pelo Papa Francisco ao final do Jubileu da Misericórdia. Neste dia em especial, os católicos são convidados a dar passos mais concretos de caridade e solidariedade, partilhando com os mais pobres. O tema da data deste ano é “Não amemos com palavras, mas com obras”.

Em mensagem por ocasião do Dia Mundial dos Pobres, o Papa Francisco destacou que a Igreja compreendeu, desde sempre, a predileção de Deus pelos mais necessitados: “Este é, sem dúvida, um dos primeiros sinais com que a comunidade cristã se apresentou no palco do mundo: o serviço aos mais pobres.” E lembrou que já no livro dos Atos dos Apóstolos, Pedro pediu que fossem escolhidos sete homens “cheios do Espírito e de sabedoria” que assumissem o serviço de assistência aos mais carentes.(At 6,3)

Ao longo de todo o ano, inúmeras são as ações feitas pela Igreja em favor dos pobres. Em cada diocese, em cada paróquia, movimentos e pastorais se dedicam à promoção humana.

Raphael Costa é coordenador de Pastoral da Juventude e membro da Pastoral Social da Arquidiocese de Niterói. Foi missionário em Moçambique, na África, e representou o Brasil na Assembleia da Juventude da ONU, em Nova York.

O jovem ressalta que há no Brasil várias missões de promoção da dignidade dos pobres. Somente em sua Arquidiocese, milhares de famílias são atendidas através de programas de segurança alimentar, que não apenas recebem cesta básica mas são acompanhadas como sujeitos de direitos.

Pastoral de rua, vicentinos, pastoral do berço, promoção humana, creches, dispensário de remédios, albergues da misericórdia, pastoral da saúde, servos da alegria e casas de recuperação fazem parte das ações, todas voltadas à população mais pobre. Há até um pré-vestibular social para jovens de periferias.

“O objetivo central é promover a dignidade dessas pessoas. Não são ações assistencialistas, e também não podem ter o intuito de aliviar a nossa consciência. A missão social deve partir de uma séria convicção de que toda pessoa é filha de Deus, criada a sua imagem e semelhança. Portanto, nossa finalidade é dar o testemunho concreto e vivo do amor do Pai, pois uma fé sem obras é uma fé morta, como diz São Tiago. Não basta a ação caritativa em si, mas é necessário lutar pela cidadania e inclusão social das pessoas, vendo os pobres não como mero destinatário ou objeto do trabalho, mas como protagonista social.”, recorda Raphael.

Padre Marcelo José, que acompanha os trabalhos da dimensão sócio transformadora na Arquidiocese, comenta a reação que a missão provoca. “Quando chegamos com a Pastoral de Rua, levando comida aos pobres duas vezes por semana, eles ao nos verem, gritam: ‘Igrejaaaaaaaaaaa!’, se alegrando com nossa presença ali. Ano passado fiz uma experiência: no dia 23 de dezembro me fantasiei de mendigo e pude observar muitas coisas na rua, que se eu estivesse como padre não veria.”, lembra emocionado Padre Marcelo José.

Raphael ressalta que a maior ajuda é resgatar a dignidade das pessoas. “O maior fruto é esse. Já foram muitos irmãos de rua que conseguiram um emprego, ou que pagamos a passagem e retornaram para suas famílias. Muitos jovens pobres foram aprovados em universidades públicas e com isso superaram a dificuldade no acesso à educação de qualidade, problema que aprofunda a desigualdade social do nosso país. Mas não somos uma ONG, que busca números e estatísticas. O fruto maior são os corações transformados e a promoção do bem comum na nossa sociedade.”

Raphael afirma que vale a pena se dedicar a esta missão: “Encaro esse trabalho como um dever por ser cristão, como um apaixonado pela mensagem transformadora do Evangelho. Muitas vezes pode ser desgastante, cansativo, e até quando buscamos o bem somos criticados. Mas vale a pena todo o esforço, vejo a sensação de receber um sorriso de uma criança ou o olhar esperançoso no futuro de um jovem como a certeza que estamos construindo o Reino de Deus aqui e agora, fazendo a paz e a justiça acontecerem no mundo.”

Cáritas no Brasil

A Cáritas também realiza no Brasil um grande trabalho em favor dos mais necessitados, em 61 anos de atuação no país.

Fernando Zambam, coordenador da Cáritas Brasileira, explica a dimensão da missão da Organização, que acontece em todo o território nacional.

“A Cáritas fomenta iniciativas de economia popular solidária junto aos trabalhadores rurais e urbanos empobrecidos em todas as regiões do país, sobretudo na região nordeste. Fortalecemos ações de agricultura para melhoria da segurança alimentar e nutricional. Na região Nordeste e centro oeste, apoiamos iniciativas de convivência com os biomas, com captação e armazenamento de água de chuva, construção de cisternas e pequenas lavouras de subsistência. Desenvolvemos práticas de cuidado com o meio ambiente e também atendendo vítimas de catástrofes ambientais.” afirma Fernando.

A Cáritas também apoia iniciativas de Fundos Rotativos Solidários como mecanismo de autofinanciamento das comunidades para melhoria da produção e da qualidade de vida das pessoas empobrecidas. Também acolhe pessoas em situação de rua, imigrantes e refugiados e defendem os direitos de populações ameaçadas como ribeirinhos, quilombolas, indígenas, e negros.

“Articulamos nossa ação com o conjunto da Igreja e suas pastorais e organismos sociais na perspectiva da pastoral de conjunto e da Doutrina Social da Igreja. Além disso, contamos com a atuação de muitos voluntários que doam seu tempo, seus dons e seus saberes e constroem na sociedade e na Igreja outra forma de pensar a vida no Planeta, que chamamos de Bem Viver.”, salienta Fernando.

O coordenador da Cáritas Brasileira afirma que se sente um privilegiado em poder contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. “Acredito que a missão nossa de cidadãos e de católicos é fazer a diferença no mundo, preferindo sempre os mais violados, os que mais sofrem pelas injustiças em nosso país e cada um tem um papel nessa construção.”
 
 
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