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Entre José e Francisco

 
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A comparação é fruto dos que medem o mundo e as pessoas somente pelas capacidades, aptidões e talentos. Comparar é a arte de dividir entre quem fez mais e quem fez menos. Entre o mais importante e o menos significante. Na lógica de Deus, a régua como tal se mede é pela régua de quem mais soube amar e entregar a vida pelo amor como chamado, causa e missão. Na matemática do Evangelho, é maior quem é menor, sobe aquele que desce, ganha aquele que perde; é rico aquele que dá tudo.

Entre José e Francisco não cabe a racionalidade da comparação, mas sim o mistério da fé que escreve uma história viva tanto em um quanto em outro, sob o signo da marca do Cristo que se faz tudo em todos e em cada um. Entre José e Francisco habita a riqueza da Igreja e a sua insistência sob conselho divino de escolher e chamar os menores, os piores, os insuficientes. Na tradição da Igreja é sempre o Oleiro quem sacraliza o barro. È sempre o Escultor quem faz da sua obra uma arte, beleza e dom para o mundo. Por isso, entre os ‘dons José e Francisco’, entre aquele que planta e o que rega, está Deus que faz crescer (I Cor 3, 7). Entre José e Francisco estão todos aqueles sedentos de fé para transpor as montanhas e os muros de um cotidiano duro e violento, massacrante e injusto, muitas das vezes, fruto da insensatez e estupidez humana que pensando somente em acumular, deixando os pobres de fora das riquezas produzidas em ‘nome de todos’. Sedentos pela fé que adestra as mãos para a luta pela vida em sua dignidade, a vida da concepção até o fim último. Entre José e Francisco está a forte relação fraterna entre fé e a vida; Relação não ambígua ou discordante, mas sobretudo de completude e complemento. Pois “se alguém disser que tem fé, mas não tem obras, que lhe aproveitará isso? (Tiago 2, 14). Fé genuína, sempre gera vida que se manifesta no serviço aos mais precisados, aos pobres que não tem o que vestir e àqueles que lhe faltam o necessário para cada dia. A fé evangélica autentica, não se mostra negligente com a vida e necessidades alheias, mas pelo contrário, como mandato imperativo, se coloca a serviço dos que padecem em seus vales de lágrimas. Entre José e Francisco está o serviço como desdobramento da fé que gera a vida e da vida que se alimenta da fé partilhada como serviço. Tal qual um novo mandamento insubstituível, que se apresenta de forma urgente “comoaquele que serve – Sicut qui Ministrat”, como que a relembrar o exemplo deixado como norma a ser seguida e adesão a ser renovada por meio de um sim de conversão atualizado: ‘dei-vos o exemplo para que, como eu fiz, também vós o façais’ (Jo 13,15). Continuar a colocar-se a serviço, mesmo quando já tenhamos iniciado. Colocar-se a serviço para os que ainda não tenham se colocado. Entre José e Francisco o trinômio Fé – Vida – e Serviço se apresenta como um novo convite para uma antiga causa que nos pede um novo sim. Entre José e Francisco está o antigo e o novo, o passado e o futuro, um início e um fim. Entre José e Francisco está uma Igreja de sacerdotes, reis e profetas. Está uma Igreja que è povo, que é gente, que é rebanho, que é centenária. Está a herança dos que anunciaram e denunciaram por causa do Evangelho. Estão, os que defenderam a vida, mas que deitaram-se matar por causa do Evangelho. Entre José e Francisco existe uma Igreja santa e pecadora que insiste em ser vivo sinal da antiga profecia: “tú és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Entre José e Francisco, perdura o cumprimento da profecia; insiste o agir de Deus que se manifesta sempre como Misericórdia. “Assim, pois, aquele que planta, nada é; aquele que rega, nada é. Mas importa somente Deus, que dá o crescimento. Aquele que planta e aquele que rega são iguais entre si”. (I Cor 3, 7-8a)

Damião Fernandes – Graduado em Filosofia e pós-graduado em Filosofia da Educação (FESC-FAFIC). Mestre e Doutorando em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Poeta. Escritor e Professor Universitário. Autor do livro: “COISAS COMUNS: o sagrado que abriga dentro”.(Penalux, 2014)
 
 
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