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Colunista: Julho (Nutricionista Danilo Carneiro de Andrade)

 
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Danilo Carneiro de Andrade

Bacharelado em Nutrição pela Universidade Federal da Paraíba.

Coautor do livro: Metodologias Utilizadas em Estudos de Base Populacional com Destaque para Nutrição.

Atual Nutricionista Clínico da Unidade Mista de Riacho dos Cavalos.


NUTRIÇÃO DO PRÉ-ESCOLAR E DO ESCOLAR

ASPECTOS FISIOLÓGICOS

Denomina-se pré-escolar a criança na faixa etária entre 1 e 6 anos. A fase pré-escolar caracteriza-se por menor ritmo de crescimento com relação ao primeiro ano de vida, quando há um incremento de 50% no comprimento do lactente. Para se obter incremento similar a este são necessários mais 5 anos de vida. O ganho em estatura é de cerca de 12 cm no 2° ano, 8 a 9 no 3° ano e 7 cm até completar 5 anos de vida. Com a massa corporal, ocorre situação semelhante. No primeiro ano de vida a criança triplica seu peso e requer toda a etapa pré-escolar para duplica-lo. O ganho de peso varia de 2 a 2,5 kg/ano, o que equivale a 33% do ganho ocorrido no primeiro ano de vida.
Uma importante característica da fase pré-escolar é a redução ou irregularidade do apetite, que pode apresentar flutuações diárias e, até mesmo, de uma refeição para outra. Esta alteração é decorrente de diversos fatores: (1) diminuição da velocidade de ganho de peso e estatura, reduzindo a necessidade de energia por unidade de peso; (2) alcance de maturidade neurológica que permite à criança livre deambulação a fim de explorar o mundo que o rodeia, buscar o alimento por si só e expressar aceitação e recusa pelos alimentos; (3) a alimentação é relegada a segundo plano em virtude da maior dimensão da vida da criança.
Todos estes aspectos geram ansiedade nos pais e nas pessoas que cuidam da criança, que antes tinham domínio da situação, o que pode gerar intervenções negativas e desnecessárias, como, por exemplo, forçar a criança a comer determinados alimentos ou quantidades exageradas. Como agravante, muitas crianças recebem uma alimentação monótona em qualidade, consistência e aparência.
Em linha gerais, uma boa progressão do peso e estatura representa uma adequada nutrição, mesmo que o consumo habitual da criança não aparente tal adequação. O acompanhamento da curva de crescimento é essencial para avaliar a adequação alimentar da criança nesta faixa etária.
Na idade escolar, fase que vai de 7 a 10 anos, o crescimento é lento e constante, sendo maior em membros inferiores que na região do tronco. A dentição permanente inicia-se nesta fase. Portanto, os bons hábitos de saúde, incluindo alimentação e higiene, devem ser reforçados a fim de prevenir a ocorrência de cáries dentárias.
Em relação ao desenvolvimento, o escolar apresenta maior maturidade nos aspectos psicomotor, emocional, social e cognitivo. As atividades diárias, incluindo as culturais, de crescimento pessoal, desportivas e de recreação, perpassam a vida escolar. A criança passa a ser mais independente, decidindo, por si mesma, seus gostos, preferencias e aversões, apresentando senso crítico. Estes fatores vão refletir-se, claramente, nos hábitos gerais e alimentares da criança.

AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO

Medir o crescimento e avaliar o desenvolvimento da criança é uma forma de conhecer e vigiar seu estado de saúde geral. O crescimento é definido como o aumento do tamanho corporal, como resultado da multiplicação e diferenciação celular, sendo um indicador muito sensível da saúde e nutrição de uma população.
O calendário mínimo de consultas após 12 meses de idade, proposto pelo Ministério da Saúde, compreende atendimento nas idades de 18 meses, 24 meses, 3 anos, 4 anos e 5 anos. O acompanhamento do crescimento da criança deve ser realizado por meio de gráficos, em todas as consultas, a fim de identificar crianças de risco e possibilitar
intervenção precoce. As medidas mais sensíveis do crescimento são o peso e a estatura que devem ser obtidos periodicamente em equipamentos adequados e de acordo com as normas de aferição preestabelecidas e registradas em instrumentos adequados.

RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS

A saúde, na idade pré-escolar e escolar, se refletirá definitivamente na adolescência e vida adulta, sendo fundamental que sejam atendidas as exigências nutricionais nestas faixas etárias. A desnutrição na fase pré-escolar, por exemplo, pode levar a alterações físicas, funcionais e anatômicas, repercutindo negativamente no crescimento e desenvolvimento da criança, apatia, retardo da linguagem, diminuição da capacidade de concentração e baixa resposta a estímulos.

CONSUMO ALIMENTAR NA INFÂNCIA

O consumo alimentar na infância dependerá do número de refeições ao dia, do intervalo entre as refeições, do tamanho da refeição e dos tipos de alimentos presentes na refeição.
A única fase da vida na qual a criança tem controle do número de refeições realizadas ocorre durante o aleitamento materno, quando a criança recebe o leite materno em livre demanda à medida que, por intermédio do choro, demonstra sinais de fome. Se a criança está em aleitamento artificial, receberá refeições em horários predeterminados, independente de sinais de fome. A partir daí, se estabelece um padrão cultural do número de refeições, determinado pelo horário familiar e pelo horário preestabelecido em instituições infantis como creches e escolas.
Evidências sugerem que crianças preferem alimentos associados a contextos positivos. Habitualmente, alimentos com alto teor energético, alto teor de gordura e alimentos doces são servidos em contextos positivos, como recompensas, como sobremesas e em celebrações. Por outro lado, criança são geralmente forçadas a ingerir alimentos mais saudáveis em quantidades maiores que o tolerado, causando, na maioria das vezes, a recusa do alimento.
Crianças tendem a rejeitar novos alimentos, o que não é bem interpretado pelos pais. Estes devem ser informados que esta rejeição inicial é uma resposta normal, reflete um processo adaptativo e pode ser modificada pelas oportunidades repetidas de oferta do alimento. Por encararem esta situação como um processo imutável, acabam por não oferecer novos alimentos, eliminando as oportunidades de aprendizagem.
Crianças amamentadas exclusivamente ao seio têm menor rejeição ao novo alimento. Pesquisas sugerem que sabores ingeridos pela mãe podem estar presentes no leite materno. Assim, mamando ao seio, estas crianças já estariam experimentando, sutilmente, uma variedade de sabores que passam da dieta materna para o leite.
Portanto, se por um lado os pais devem determinar os horários e tipos de alimentos a serem oferecidos às crianças, por outro se deve deixar que as crianças autorregulem a quantidade ingerida, respeitando-se sinais de saciedade.

ABORDAGEM NUTRICIONAL

Orientações visando a formação de bons hábitos alimentares:
 Permitir que a criança controle seu consumo alimentar, especialmente no que diz respeito ao tamanho da refeição. O número de refeições ao dia poderá ser imposto por padrões familiares e culturais.
 Diversificar alimentos, modo de preparo e apresentação das refeições de maneira a estimular o aspecto sensorial da alimentação (combinações coloridas de alimentos, consistência mais sólida, alimentos separados no prato). Com relação a consistência, para pré-escolares, recomenda-se variação entre pastosa e branda, conforme o avanço da idade. Para escolares, a consistência será a mesma da alimentação do adulto.
 Não oferecer sobremesa como recompensa ou retirá-la como punição, para evitar a supervalorização deste tipo de alimento.
 Reduzir ingestão hídrica durante as grandes refeições como forma de evitar sensação de saciedade precoce e consequente diminuição da ingestão de alimentos.
 Não forçar a criança e nem castigá-la no caso de recusa alimentar. É melhor deixar que a criança não coma do que tornar a ocasião um momento de desentendimento e insatisfações para filho e mãe.
 Há uma variação normal no apetite da criança e aceitação das refeições. Portanto, se a criança apresentar ocasiões de recusa alimentar, não fazer intervenções desnecessárias e aguardar até que haja melhora do apetite.
 O horário de refeição deve ser agradável, mas não pode tornar-se um entretenimento. Portanto, não se devem utilizar brinquedos para convencer a criança a comer e nem estimular a criança a assistir televisão durante a refeição, devendo ser estimulada uma conversa agradável.
 Não estimular o consumo de alimentos enquanto a criança assiste televisão, pois pode-se criar o hábito de comer compulsivamente.
Orientações visando a prevenção de obesidade e doenças cardiovasculares:
 Dieta deve conter valor energético suficiente para permitir crescimento adequado.
 Aumentar o consumo de frutas e hortaliças cruas ou na forma de preparações culinárias agradáveis e variadas.
 Aumentar o consumo de peixe para cerca de 2 vezes/semana.
 Evitar frituras e alimentos gordurosos.
 Evitar alimentos ricos em gorduras saturadas e colesterol. Dar preferência às carnes magras, remover gorduras aparentes e peles de animais.
Orientações visando a prevenção de constipação:
 Estimular o consumo de hortaliças folhosas e leguminosas no almoço e jantar.
 Desencorajar a substituição das grandes refeições por preparações ou fórmulas lácteas.
 Aumentar a ingestão de líquidos.

RECOMENDAÇÕES EM RELAÇÃO À ATIVIDADE FÍSICA

A atividade física é fundamental, não só para prevenção da obesidade, como para manter um desejável estado geral de saúde. Recomenda-se que a criança participe de brincadeiras adequadas a sua faixa etária, diariamente. Certamente que a atividade física a ser desenvolvida irá depender da capacidade individual de desempenho, pois esta normalmente, é fator determinante para adesão da criança ao programa de atividade física.
Também devem ser desestimulados hábitos de vida sedentários, e o tempo de permanência assistindo televisão ou brincando com videogames e computador deve ser limitado a, no máximo, 2 horas/dia, sendo prudente recomendar que se evite televisão no quarto das crianças.


REFERÊNCIA

ACCIOLY, Elizabeth; Saunders, C.; Lacerda, E. M. Aquino. Nutrição em Obstetrícia e Pediatria. 2ª ed. – Rio de Janeiro: Cultura Médica: Guanabara Koogan, 2009.
 
 
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