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Quem é o bispo? Qual sua função na Igreja?

 
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Dom Pedro Carlos Cipollini
Bispo eleito de Santo André (SP)

Tendo sido eleito Bispo de Santo André-SP, em minhas orações e reflexões pensei sobre o ministério episcopal, colocando por escrito esta reflexão que está sendo oferecida ao povo da Diocese, (na forma popular de pergunta e resposta), neste período preparatório para a posse canônica, que se dará dia 26 de julho às 16h00 na Catedral Nossa Senhora do Carmo. Compartilho aqui este texto que talvez possa servir aos irmãos e irmãs que o lerem.



1. Como Deus manifesta seu amor por nós?
De dois modos Deus dá prova de seu amor: a) Criando e sustentando o mundo. b) Salvando o mundo através de seu Filho Jesus Cristo, que se encarnou, morreu na cruz e ressuscitou, e de junto do Pai enviou o Espírito Santo para formar a Igreja. Ela “é o Povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Vat. II - LG 4). Na Igreja as pessoas podem se encontrar com Cristo, e por meio dele tornarem-se irmãos e filhos do mesmo Pai. Na Igreja, pela fé batismal, se vive a comunhão libertadora do mal, do pecado e da morte.

2. Qual é a missão da Igreja?
A Igreja é missionária por natureza. Tem a missão de anunciar o Reino de Deus como fez Jesus que é a luz dos povos (Lc 2,32). Ele confiou à Igreja a missão, o poder e a obrigação de levar a luz do Evangelho a toda criatura (Mc 16,15). A Igreja cumpre sua missão através da pregação da Palavra, testemunho de fé, vivência da caridade e celebração dos santos mistérios (sacramentos). A Igreja não é uma sociedade qualquer, ela é humano-divina, brota do Mistério da Trindade. Por isso, não deve haver separação entre Cristo, Reino e Igreja. A Igreja é comunhão de vida na fé, esperança e amor fraterno. Advogada dos pobres e defensora da vida, porque defensora dos direitos de Deus criador: “A Igreja é coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15).

3. Como podemos saber que Jesus Cristo é a cabeça do corpo que é a Igreja?
São Paulo deixou escrito sobre Jesus: “Ele é a cabeça do corpo que é a Igreja” (Col 1,18); “Deus colocou tudo debaixo dos pés de Cristo, e o constituiu acima de tudo como Cabeça da Igreja, que é seu corpo...” (Ef 1,22); Jesus ressuscitado envia de junto do Pai o Espírito Santo (cf. At 2,23) e “neste Espírito todos fomos batizados para formar um só corpo” (1Cor,12,13), por isso, “...embora muitos, somos um só corpo em Cristo” (1 Cor 12,12). Ninguém pode dizer que ama a cabeça (Cristo), sem amar o corpo (Igreja). “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5,25).

4. Como está organizada a Igreja?
O Pai projeta a Igreja, Jesus a funda e é seu Senhor, o Espírito Santo a dirige. A Igreja Povo de Deus não é, porém, uma corrente de idéias, uma ONG, mas uma sociedade organizada a partir da fé. Organizada porque “Cristo é nossa paz!” (Ef 2,14), nosso Deus não é Deus de confusão. Na Igreja deve reinar a paz e o amor fraterno. Na Igreja existem vários carismas, ministérios, serviços, em vista do bem comum de todo o corpo da Igreja (1Cr 12, 4-11). Jesus instituiu os Apóstolos para governar a Igreja e lhes deu poder (cf. Mt 28,18). “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza, a mim despreza” (Lc 10,16). Os apóstolos, nos quais está fundada a Igreja, seguindo os passos de Cristo, pregaram a Palavra da Verdade e fundaram as comunidades, a Igreja. “É dever de seus sucessores perenizar esta obra” (Vat. II - AG 1).

5. O Bispo continua hoje a missão dos apóstolos?
O Concílio Vaticano II ensina que Jesus constituiu o governo de sua Igreja da seguinte maneira: os bispos como sucessores dos apóstolos, junto com o papa sucessor do apóstolo Pedro. Eles por mandato divino regem a Igreja que é a Casa de Deus. Jesus enviou os apóstolos assim como ele foi enviado (cf. Jo 20,21). Para que o episcopado fosse uno e indiviso, Jesus colocou S. Pedro como princípio da unidade de fé e comunhão na Igreja. O papa preside a Igreja na caridade e é cabeça do colégio dos bispos (cf. Mt 16,18). Os apóstolos portanto, deixaram sucessores e eles são os bispos. Na nossa Igreja Católica esta corrente é legítima e nunca se rompeu. A sucessão apostólica foi transmitida de forma contínua até nossos dias. Assim o principal ministério na Igreja é o dos bispos que conservam a semente do ministério apostólico (cf. CDC cân. 375). Desde o século II é doutrina admitida sem nenhuma dúvida que o bispo é legítimo sucessor dos apóstolos, princípio e fundamento visível da unidade em sua própria Igreja.

6. Qual o testemunho da Igreja dos primeiros tempos sobre o bispo?
A partir da Sagrada Escritura que fala do bispo (epíscopo em grego igual a supervisor – cf. 1Ti 1,7-9), Santo Irineu no ano 140 atesta que a fé dos apóstolos é guardada pelos bispos, instituídos pelos apóstolos e seus sucessores até nós (cf. Ad. Haer. III 2,2). São Cipriano de Cartago no ano 258, nos ensina: “A Igreja é povo unido e rebanho que adere a seu pastor. Em consequência, devemos compreender que o bispo está na Igreja e a Igreja está no bispo, e que se alguém não está com o bispo, não está com a Igreja” (Epistola 66,8.3). Vê-se assim que entre os fiéis dos primeiros séculos, a figura do bispo já tinha o destaque necessário que chegou até nossos dias. Nos bispos que recebem a plenitude do sacerdócio, nos presbíteros e diáconos, seus auxiliares, Jesus sinaliza que cumpre sua promessa de estar conosco, com a Igreja, até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20).

7. Quais são os ofícios e tarefas dos bispos?
É o próprio Jesus Cristo que age na Igreja através de seus ministros. Para isso os bispos recebem a efusão dos dons do Espírito Santo, mediante a imposição das mãos (desde os tempos apostólicos) na ordenação episcopal (cf. At 1,8; Jo 20,22-23; 2Tm 1, 6-7). O bispo recebe a plenitude do sacramento da Ordem para ser ministro de Cristo e dispensador dos mistérios de Deus e garantia da unidade de sua Igreja (cf. 1Cor 4,1); dar testemunho do Evangelho pela pregação (cf. Rm 15,16), administrar a justiça e o Espírito (cf. 2Cor 3,8-9). A sagração episcopal confere ao bispo a tarefa de santificar, ensinar e governar a Igreja que lhe é confiada. O Concílio Vaticano II assim se expressa: “Os Bispos, pois com seus auxiliares, os presbíteros e diáconos, receberam o encargo de servir a comunidade, presidindo no lugar de Deus ao rebanho do qual são pastores, como mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado e ministros do governo” (LG n. 20).

8. Como o bispo deve exercer sua tarefa de presidir a Igreja?
A palavra chave para entender a missão do bispo é o serviço. Jesus veio para servir: “Eu estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27). “Mediante a imposição das mãos e as palavras da consagração é concedida a graça do Espírito Santo e impresso o caráter sagrado de tal modo que os bispos, de maneira eminente e visível, fazem as vezes do próprio Cristo, Mestre, Pastor e Pontífice e agem em seu nome” (Vat. II – LG n. 21). Ensinar: são mestres, pregoeiros e guardiões da fé que deve ser crida e praticada; vigilantes, devem afastar os erros que ameaçam o rebanho (2Tm 4,1-4). Santificar: o bispo santifica seu povo rezando por ele, presidindo os sacramentos mormente a Eucaristia e edificando a todos com o exemplo de sua vida. Governar: o bispo tem autoridade para dirigir, organizar, legislar e administrar o que se fizer necessário para edificar e favorecer o rebanho. Para isso ele tem poder próprio, ordinário e imediato visando sempre a utilidade dos fiéis e o bem da Igreja. Na perspectiva do Reino de Deus o maior é o que serve (cf. Mc 10,43).

9. Como deve ser o relacionamento dos fiéis com o bispo?
Na Igreja todos tem verdadeira dignidade a partir do batismo. O bispo, pastor do rebanho, não vê os fiéis numa condição de inferioridade ou passividade, mas como colaboradores, discípulos e missionários como todos os batizados devem ser. Assim, o carisma episcopal que comporta um verdadeiro poder conferido por Cristo, é um poder-serviço ao Povo de Deus. Os fiéis devem ver no bispo um pai: “Da mesma forma, sabem que tratamos cada um de vocês como um pai trata seus filhos” (1Tes 2,11). O bispo deve apascentar com cuidado, “não pela força mas de livre vontade como Deus o quer” (1Pd 5,2). A atitude dos fiéis em relação a seu bispo deve partir da fé em Jesus Cristo, o Supremo Pastor, de quem o Bispo faz as vezes e representa. Deve ser uma atitude de respeito, acatando a seus ensinamentos e colaborando com ele em tudo, para que o bispo possa cumprir fielmente sua missão de amar e servir, em nome de Jesus, o rebanho que lhe foi confiado. Os fiéis devem levar em conta que misteriosamente, é Cristo que escolhe o bispo, assim como livremente escolheu os apóstolos: “Não fostes vós que me escolhestes mas eu que vos escolhi” (Jo 15,16; cf. Mc 3,13).

10. Quais são os símbolos episcopais e seu uso na liturgia?
Torna-se necessário dizer uma palavra, sobre alguns símbolos recebidos pelo bispo no dia de sua ordenação episcopal e que lhe são próprios e expressam seu ofício. Símbolos de uso comum dos bispos, cujo significado muitas vezes, é desconhecido da maioria dos fiéis (cf. Dic. Litúrgico, R. Berger, Loyola, 2005).

Báculo: Bastão ou cajado, símbolo do poder-serviço e da missão de pastor. Tem uma extremidade curva para puxar as ovelhas mais perto, impedindo que se dispersem, e a outra extremidade reta ou pontuda para defender dos lobos. É usado somente nas funções litúrgicas.

Mitra: símbolo da santidade e poder espiritual. Com suas duas pontas voltadas para o alto indica a pertença a Deus. Com suas duas partes separadas e duas ínfulas (fitas que caem para traz), é símbolo da Antiga e Nova Aliança. Simboliza também o capacete usado para defender a fé. É usada somente nas funções litúrgicas.

Anel: É sinal de união e fidelidade eternas. Sinaliza o dever do bispo, de ser guardião da aliança de amor entre Cristo esposo, e sua esposa a Igreja (Diocese a ele confiada), mantendo-a fiel na unidade e amor. É usado sempre pelo bispo.

Cruz peitoral: A cruz é símbolo universal da mediação e do mediador (Jesus) como duas ligações de pontos opostos. A partir da ressurreição, a cruz se torna sinal da vitória sobre a morte, e da vida nova em Cristo, a qual o bispo, sucessor dos apóstolos, deve anunciar. Usada sempre pelo bispo.

Solidéu: barrete em forma de calota de cor roxa que substitui a tonsura (corte de cabelo de forma redonda) a qual simboliza a total consagração da vida a Deus. É uma peça não só litúrgica litúrgica do vestuário episcopal, pode ser usada fora das celebrações.

Cátedra: Cadeira ou cátedra episcopal em lugar fixo e destacado no presbitério da igreja Catedral (que se chama assim porque tem a cátedra episcopal, por isso também é a igreja mãe da Diocese). A cátedra significa o ofício do bispo de presidir e governar sua Igreja, a Diocese.

Lema: Divisa, norma ou sentença curta que resume um ideal a ser atingido. Geralmente os bispos escolhem um versículo da Sagrada Escritura para iluminar todo o seu ministério. O lema de Dpm Pedro é: In nomine Iesu - Em nome de Jesus (Cl 3,17)
Brasão: Figura heráldica que compõem o distintivo de famílias, cidades, corporações ou indivíduos. Nela aparecem elementos, cores e ornatos como símbolos significativos, os quais no conjunto, compõem um programa de vida. É um logotipo ou logomarca.
 
 
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