Paróquia São Francisco de Assis
 

PESQUISAR

Digite a palavra ou frase de seu interesse:
 

LITURGIA DIÁRIA

 

ACERVO

 

WEB TV

Web TV
 

DESTAQUES

 

FOTOS EM DESTAQUE

 
Ceia do Senhor

 
Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no mistério da Paixão de Cristo, já que quem deseja segui-Lo deve sentar-se à sua mesa e, com o máximo recolhimento, participar de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-Lo à morte.



E, por outro lado, o mesmo Senhor Jesus nos dá um testemunho da vocação ao serviço do mundo e da Igreja que temos todos os fiéis, quando Ele decide lavar os pés dos seus discípulos.

O Evangelho de João apresenta Jesus “sabendo que o Pai pôs tudo em suas mãos, que vinha de Deus e a Deus retornava”, mas que, ante cada homem, sente tal amor que, igual como fez com os discípulos, se ajoelha e lava os seus pés, como sinal de serviço, convidando-nos a “lavar os pés uns dos outros”.

Esta é a tarde que faz memória da Ceia Pascal de Jesus. Aquilo que o Senhor realizou durante toda a vida e consumou na Cruz – isto é, sua entrega de amor total ao Pai, por nós –, Ele quis nos deixar nos gestos, nas palavras e nos símbolos da Ceia que celebrou com os seus. No Cenáculo, estava já presente, em símbolos e gestos, a entrega amorosa do Calvário. Era em família que os judeus celebravam o Banquete Pascal. Jesus celebrou com seus discípulos, portanto, conosco, sua família: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim,” até o extremo de entregar a vida, pois “não há maior prova de amor que entregar a vida pelos amigos” (Jo 15,13).

São Paulo completa, lembrando a todas as comunidades cristãs o que ele mesmo recebeu: que aquela memorável noite a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente no pão e no vinho que se convertem em seu Corpo e seu Sangue, alimento para todos os que queiram estar com Ele e esperar sua vinda no final dos tempos.

A Eucaristia, a Santa Missa, é a celebração da Ceia do Senhor instituída por Jesus na véspera da sua paixão, "enquanto ceava com seus discípulos tomou o pão..." (Mt 26, 26). Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e fizessem memória d’Ele, abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).

Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da sua morte antes da sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão e bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que ele volte" (1Cor 11, 26).

Assim, constatamos que a Eucaristia é o memorial da Morte de Cristo na cruz, Ele que é Senhor, e "Senhor que venceu a Morte", ou seja, o Ressuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16).

Como diz o prefácio deste dia: "Cristo verdadeiro e único sacerdote, se ofereceu como vítima de salvação e nos mandou perpetuar esta oferenda em sua comemoração". Por isso, esta Eucaristia é celebrada com características próprias: como Missa "na Ceia do Senhor".

Celebramos a certeza de saber que esta morte do Senhor não terminou no fracasso, mas no êxito, teve um por que e um para que: foi uma "entrega", um "dar-se", foi "por algo" ou, melhor dizendo, "por alguém" e nada menos que por "nós e pela nossa salvação" (Credo). "Ninguém a tira de mim, (Jesus se refere à sua vida) mas eu a dou livremente. Tenho poder de entregá-la e poder de retomá-la." (Jo 10, 18), e hoje nos diz que foi para "remissão dos pecados" (Mt 26, 28c).

Por isso, esta Eucaristia da Quinta-feira Santa é solenemente celebrada, mas nos cantos, na mensagem, nos símbolos, não deve ser nem tão festiva nem tão jubilosamente explosiva, como a Noite de Páscoa, noite em que celebramos o desfecho glorioso dessa entrega. Porém, não está repleta da solene e contrita tristeza da Sexta-feira Santa, porque o que nos interessa "sublinhar" neste momento é que "o Pai entregou o Seu Filho para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16), e que o Filho entregou-se voluntariamente a nós, e deu sua vida através da morte em uma cruz ignominiosa.

Com essa celebração solene “na Ceia do Senhor” abrimos o Tríduo Pascal, que celebra o mistério central da nossa fé: a Morte e Ressurreição de Jesus. E é muito importante a nossa participação nesses momentos do ano na Igreja, para que façamos nossa experiência pascal e sejamos testemunhas do Cristo Ressuscitado.
http://www.cnbb.org.br/outros/dom-orani-joao-tempesta/16137-ceia-do-senhor#
Comentários: Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário!
Imprimir
Comentar

CADASTRAR-SE

Cadastre seu e-mail para receber nossas atualizações:
 

INFORMATIVO

 

NOTÍCIAS

 

WEB RÁDIO

Web Rádio
 

DESTAQUES

 

VÍDEO EM DESTAQUE

It was much more of an odd piece than a practically rolex replica sale useful one, and hence it had not received instant recognition or success. It has to be noted though that replica watches uk at the time of its creation in the middle of the 1950's intercontinental business trips were much less common than rolex replica sale they are today, which rendered this watch less desirable than its similarly expensive counterparts which were equipped with other useful complications as judged by contemporary standards. In any event the original Patek Philippe World Timer is a complicated piece unto itself. The ingenious world time disc-system was invented by Louis Cottier in 1931 was later replica watches implemented by Patek, Vacheron Constantin, Rolex, and others. As times have changed, not only did this complication rolex replica uk become one of the most popular useful functions, but the reference 2523 has also become much more appreciated among collectors, as seen by the seven figure prices these replica watches uk world timers consistently achieve at auctions.